“Os lideres da Google acreditam que um tecnólogo excepcional é muito mais valioso do que um engenheiro mediano: por esse motivo, insistem em contratar apenas os mais brilhantes entre os brilhantes – pessoas no lado direito da curva em formato de sino. Também acreditam que deixando entrar um “estúpido”, outros seguramente virão atrás. A lógica é simples: pessoas de 20 valores querem trabalhar com pessoas de 20 valores – outros sábios que estimulam o seu pensamento e irão acelerar a sua aprendizagem.
O problema é que as pessoas de 15 valores sentem-se ameaçadas pelo talento da classe dos 20 valores; portanto, a partir do momento em que passam a porta, tendem a contratar colegas que são medianos como eles. Pior ainda, as pessoas da classe dos 15 valores com problemas de insegurança optarão por contratar colaboradores de 10 valores, sem autoconfiança para desafiarem qualquer ponto de vista. À medida que as classificações da mediocridade se expandem, torna-se cada vez mais difícil atrair e manter os realmente excepcionais. E, sem se aperceber, o processo de “estupidificação” torna-se irreversível.
Não surpreende que o processo de contratações da Google seja tão difícil. Os candidatos são submetidos a uma série de entrevistas que frequentemente duram várias semanas. Aos cientistas informáticos são-lhes dados problemas do nível Mensa* e é esperado que os resolvam no momento. A decisão final raramente é feita sem passar pela análise da comissão de contratações, composta por colaboradores veteranos e executivos. É reconhecidamente um processo difícil, mas permite afastar qualquer um que seja apenas mediano. (* N.T. Sobredotados)”
In “O Futuro da Gestão”, Gary Hamel e Bill Breen
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