Em busca da gestão estratégica

By Vitorino Seixas

“Nós somos cegos e a formação da estratégia é o nosso elefante. Cada um de nós, ao tentar lidar com os mistérios do monstro, agarra uma ou outra parte. Os consultores têm actuado como caçadores de caça grossa que “embarcam” em safaris para colher dentes de marfim e troféus, enquanto os académicos têm dado preferência a safaris fotográficos, mantendo-se a uma distância de segurança dos animais que pretendem observar.

Os gestores, por seu lado, adoptam uma ou outra perspectiva estreita – as glórias do planeamento ou o deslumbramento pela aprendizagem, as exigências de análises competitivas externas ou os imperativos de uma visão interna “baseada em recursos”. A maior parte do que foi escrito e aconselhado não funcionou, simplesmente porque os gestores não têm outra alternativa senão lidar com o monstro inteiro.

Os académicos e consultores deveriam sem dúvida continuar a analisar os elementos fundamentais de cada escola. No entanto, é mais importante que se ultrapasse os aspectos mais estreitos de cada escola: necessitamos mesmo de saber como funciona a formação da estratégia que associa todas estas escolas e ainda outras. Por outras palavras, devemos dar mais atenção ao elefante inteiro – à formação da estratégia como um todo. Talvez nunca o vejamos na totalidade, mas poderemos certamente vê-lo melhor.”

In “Reflexão sobre o processo estratégico”, Henry Mintzberg e Joseph Lampel

Dez escolas de gestão

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