A Unesco publicou, em 1999, “Les Sept Savoirs nécessaires pour l´éducation du futur“ de Edgar Morin, que exprime as suas ideias sobre a essência da educação do futuro no contexto da sua visão. O documento constitui a contribuição da Unesco para o debate internacional sobre o modo de reorientar a educação para um desenvolvimento sustentável.
Arquivo de Abril, 2009
Os 7 princípios para a Educação do Futuro
30 Abril, 2009Proposta para melhorar a qualidade da formação de professores na Europa
28 Abril, 2009“Há mais de 6 milhões de professores na Europa, os quais desempenham um papel vital no desenvolvimento de conhecimentos e competências, para alem da sua importância para o desenvolvimento das crianças no seio da sociedade. À medida que os ambientes educativos se tornam mais complexos e heterogéneos, as exigências colocadas aos professores são cada vez maiores. Não obstante, no inquérito “Teachers Matter”, lançado pela OCDE em 2005, quase todos os países comunicaram deficiências nas competências de ensino, um baixo investimento na formação e no desenvolvimento contínuo do corpo docente, e um apoio reduzido nos primeiros anos de actividade docente.
Neste contexto global, devem ser tidas em conta as seguintes recomendações:
1. Recrutar os melhores candidatos
2. Melhorar o estatuto, o reconhecimento e a remuneração da profissão docente
3. Investir na formação inicial e contínua
4. Apoiar fortemente o intercâmbio de melhores práticas
5. Promover o reforço do poder de decisão ao nível da escola”
In “Relatório sobre a melhoria da qualidade da formação de professores”, Parlamento Europeu (2008)
Apertem os cintos, vamos atravessar anos de turbulência
27 Abril, 2009Nas duas últimas décadas o sonho de qualquer jovem gestor era tirar um MBA numa prestigiada escola de gestão, de preferência em Harvard. O objectivo era conseguir um emprego numa empresa multinacional e ter acesso a uma carreira internacional na expectativa de obter os altos rendimentos “prometidos” pelas escolas. Na verdade, era difícil resistir à tentação das escolas de gestão que faziam gala de divulgar na internet os altíssimos salários médios conseguidos pelos seus ex-alunos de MBA.
Entretanto, os tempos mudaram. A actual crise financeira veio revelar a outra face da moeda. Senão vejamos. As instituições financeiras que faliram recentemente tinham como consultores eminentes professores, alguns dos quais laureados com o Nobel, para além de muitos dos seus CEO possuírem um ou mais MBA. Na mesma linha, muitas das grandes empresas que fecharam as portas foram geridas por CEO que passaram por escolas de gestão de renome mundial. Em síntese, nunca as empresas tiveram tantos gestores com MBA e, no entanto, parece que tais gestores não conseguem encontrar o antídoto para resolver os problemas que as suas empresas enfrentam. Mais, parece que apenas conseguem acelerar a queda e a falência.
O mito da excelência de gestão daqueles que passaram por grandes escolas de gestão ruiu com esta crise. A elite de gestores utilizou práticas de gestão de alto risco que destruíram o valor das empresas colocando-as à beira da insolvência. Entre estas práticas estão as políticas de remunerações dos administradores e altos quadros, em especial a auto-atribuição de prémios “obscenos”, mesmo quando as empresas apresentavam os piores prejuízos de sempre.
Hoje, ao ouvir as notícias da crise financeira internacional e os comentários dos analistas sobre as suas causas fico com a sensação que se viveu uma era de “irracionalidade exuberante”, nomeadamente nas decisões e comportamentos dos CEO das instituições financeiras e das empresas. Parece que as grandes escolas formaram “gestores Dolly” que se encarregaram de espalhar os milagrosos modelos de gestão por todo o mundo. Por onde passaram agiram como clones utilizando os mesmos modelos e cometendo o mesmo tipo de erros que, na recente Cimeira do G20, o Presidente do Brasil condenou ao afirmar que “as pessoas estão a ser vítimas da irracionalidade dos últimos anos”.
Afinal, os modelos milagrosos mais não eram do que substâncias dopantes para fazer crescer rapidamente os resultados das instituições financeiras e das empresas de modo a vencerem a concorrência e atingirem o estrelato empresarial. A lógica é a mesma do desporto onde o doping falseia a “verdade desportiva”. Também nas empresas os modelos dopantes falsearam a “verdade empresarial”, em especial a financeira. O objectivo era o mesmo: passar à frente dos concorrentes. Muitas vezes tratava-se de valorizar as empresas para obter ganhos especulativos no mercado accionista. Basta analisar a irracionalidade dos últimos anos para encontrar como denominador comum uma ética de doping nas práticas de gestão das instituições financeiras e das empresas. Os exemplos sucedem-se. Quando um banco recorre a operações fantasma em paraísos fiscais para mascarar os seus lucros, é doping. Quando uma instituição financeira comercializa produtos financeiros de alto risco classificando-os como de baixo risco, é doping. Quando os gestores de uma empresa empolam os resultados anuais para obter prémios imorais é, mais uma vez, doping.
Em geral, parece que os modelos das escolas de gestão tiveram o mesmo efeito que a dopamina o que explica a irracionalidade dos gestores que, sob o efeito desses modelos, acreditaram observar padrões claros em números aleatórios. Muitos acreditaram que os modelos eram “a solução” e aderiram à “análise em túnel” esquecendo que a complexidade da gestão não se consegue gerir com modelos de 3, 4 ou 5 variáveis. Só essa “cegueira mental” pode explicar tamanha irracionalidade, a qual contaminou também o ensino superior de gestão como se de uma pandemia se tratasse.
Apesar de ser ainda cedo para fazer balanços, há duas falácias que foram desmascaradas com esta crise. A primeira, que é possível clonar o gestor perfeito nas provetas das grandes escolas de gestão. A segunda, que é possível clonar a empresa perfeita recorrendo a gestores Dolly e a modelos de gestão dopantes. Em abono da verdade, com as empresas perfeitas e os gestores perfeitos o que se conseguiu criar foi um mar de igualdade, provocando o fenómeno 10X/10X que se traduz num mercado com produtos 10 vezes melhores e 10 vezes menos diferentes. De facto, com gestores e empresas Dolly só por obra do acaso se pode ser melhor e diferente da concorrência.
Contudo, o traço mais grave da irracionalidade que se viveu e, provavelmente, ainda se vive, é a “ética doping” que as escolas de gestão parece terem introduzido no ADN dos gestores Dolly, dependentes da dose diária de dopamina para se promoverem em múltiplas entrevistas sobre os seus casos de sucesso, que mais tarde se revelam sem qualquer “verdade empresarial”, ou para publicarem livros autobiográficos a contar como conseguiram ser estrelas do mercado bolsista.
O Presidente da Republica colocou o dedo na ferida, no discurso do passado dia 17 de Abril, ao afirmar que “é urgente colocar no topo da agenda, ao lado da liberdade, a responsabilidade, a solidariedade e a coesão sociais, e compreender a importância que a verdade, a transparência e os princípios éticos têm no bom funcionamento de uma economia e no desenvolvimento de uma sociedade.” A grande questão é: com a dominante ética doping é possível recuperar a esperança no futuro? Para mim, vale a mensagem: apertem os cintos, vamos atravessar anos de turbulência.
“A própria formação dos gestores: não se dava nenhuma ética e as pessoas quase assumiam que não tinham princípios e estavam interessadas só em ganhar dinheiro”, Monsenhor Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa
Publicado na edição online do Diário de Notícias da Madeira de 24 de Abril de 2009
Seja um Líder melhor – vídeo
26 Abril, 2009Unesco lança Biblioteca Digital Mundial
25 Abril, 2009A Unesco lançou, no passado dia 21 de Abril, a Biblioteca Digital Mundial que disponibiliza, gratuitamente e em formato multilingue, importantes fontes provenientes de países e culturas de todo o mundo.
Os principais objectivos da Biblioteca são:
- Promover a compreensão internacional e intercultural;
- Expandir o volume e a variedade de conteúdo cultural na Internet;
- Fornecer recursos para educadores, académicos e o público em geral;
- Desenvolver capacidades em instituições parceiras, a fim de reduzir a lacuna digital dentro dos e entre os países.
Bispo critica formação sem ética nas universidades
24 Abril, 2009As universidades católicas formaram muitas das pessoas que estão à frente das grandes empresas. Houve falhas?
Sim. Certamente que há bons exemplos, há gente a lutar, a Acege [Associação Cristã de Empresários e Gestores] vai organizar também um simpósio. Há consciência de que as empresas precisam de dimensão social, há estruturas de “economia de comunhão”, há alternativas, mas são raras. Trata-se de ajudar as pessoas a assumir a sua responsabilidade. Em Portugal, temos muito a ideia de que o responsável por tudo é sempre o Estado.
“Monseñor Azevedo critica formação sem ética nas universidades, incluindo as católicas”
O Mapa do Poder nos negócios
23 Abril, 2009“A relação é poder” é o lema de Mappa del Potere que publica diversos mapas de relações nos negócios, como é o caso da Pirelli.
Web Marketing na Formação
22 Abril, 2009“Create an e-Newsletter for a training organisation
Providing courses information via the web
Registration and information system (Web-application)
Software tools to help in the choice of a module or training courses
Resource test / free access / marketing tools
Online payment system”
In “Application Guide for the use of ICT in training“, SME Learning
Os desafios da Cultura na Educação
21 Abril, 2009As novas literacias envolvem quase todas as competências sociais desenvolvidas através da colaboração e do trabalho em rede e foram construídas com base na literacia tradicional, na investigação das competências, nas competências técnicas e na análise crítica das competências ensinadas na sala de aula.
“Play — the capacity to experiment with one’s surroundings as a form of problem-solving;
Performance — the ability to adopt alternative identities for the purpose of improvisation and discovery;
Simulation — the ability to interpret and construct dynamic models of real-world processes;
Appropriation — the ability to meaningfully sample and remix media content;
Multitasking — the ability to scan one’s environment and shift focus as needed to salient details;
Distributed Cognition — the ability to interact meaningfully with tools that expand mental capacities;
Collective Intelligence — the ability to pool knowledge and compare notes with others toward a common goal;
Judgment — the ability to evaluate the reliability and credibility of different information sources;
Transmedia Navigation — the ability to follow the flow of stories and information across multiple modalities;
Networking — the ability to search for, synthesize, and disseminate information;
Negotiation — the ability to travel across diverse communities, discerning and respecting multiple perspectives, and grasping and following alternative norms.”
In “Confronting the Challenges of Participatory Culture: Media Education for the 21st Century”










