Os resultados mostram que a maioria dos Serviços continua sem utilizar meios de diagnóstico formalizados na detecção de necessidades de formação na área comportamental, não organizando qualquer tipo de plano de formação. Os critérios de selecção dos candidatos a formandos são imprecisos, imperando a vontade do funcionário em detrimento de uma articulação da mesma com uma estratégia integrada. Desta forma, e ainda que considerando os funcionários enquanto actores organizacionais que trabalham numa estrutura aberta e complexa, susceptíveis de encontrarem as suas próprias formas de auto-organização, dificilmente se poderá falar de uma perspectiva estratégica na gestão da formação na área comportamental.
No que concerne à avaliação, vimos que esta acontece sobretudo ao nível das “reacções”, e apenas no fim da acção, não havendo pois um prosseguimento do processo avaliativo. Verificou-se também a existência de uma tendência para a centralização da avaliação efectuada pelos organismos promotores de formação comportamental, e para a não implicação dos Serviços clientes neste processo.
In “A formação comportamental dos Quadros Superiores da Administração Pública Portuguesa”, César Madureira
Etiquetas: diagnostico formação, formação função pública