A imagem de que esta abordagem integradora se serve é a da competência como um iceberg, com uma parte visível e uma outra submersa.
A zona submersa é a de mais difícil mudança, pois é onde se encontram as características da personalidade (valores, auto-conceito, traços de personalidade, motivação,…). Por seu lado, é na zona à superfície que se encontram as habilidades (skills), o conhecimento e a experiência do indivíduo, conjunto no qual é possível intervir com mais facilidade e que se manifesta através de comportamentos e acções.
De acordo com esta perspectiva, a competência é «um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (isto é, um conjunto de habilidades pessoais) que justificam um desempenho de elevada performance, acreditando-se que esses desempenhos estão fundamentados na inteligência e na personalidade das pessoas» (Ramos e Bento, 2006:101).
In “Competências: moda ou inevitabilidade?”, João Gouveia
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