Pode ocorrer um reducionismo psicologista quando, na intervenção, não se tem em conta a noção de competência, que é um aspecto central no processo de balanço de competências. O profissional do balanço valoriza exclusivamente as motivações do indivíduo e os seus interesses, realizando desta forma um balanço psicológico. Será, então, importante ter sempre presente que um balanço de competências não se realizará adequadamente se o conceito de competência, que é aquilo que será alvo de exploração e reflexão, não se tiver em conta.
Um outro tipo de balanço que se poderá correr o risco de realizar é o balanço cognitivo ou escolar. Não se está a avaliar o nível escolar do indivíduo nem as suas hipóteses de êxito relativamente à concretização de um projecto profissional, mas sim a planear um projecto e ajudá-lo a identificar os seus pontos fortes, as suas competências. O profissional deve ter o cuidado de não associar a competência às capacidades cognitivas do sujeito, pois desta forma ocorrerá um reducionismo cognitivista ou culto dos diplomas.
In “Balanço de Competências: Desejo ou Necessidade?”
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