In “EREB – SE 2009”
Arquivo de Setembro, 2011
É preciso derrubar os muros da universidade
30 Setembro, 2011Como melhorar a sua produtividade
29 Setembro, 2011A maior parte dos licenciados americanos em TIC são “não empregáveis”
28 Setembro, 2011
The official wanted to know why HCL, a $2.5 billion (revenue) company with more than 3,000 people across 21 offices in 15 states, wasn’t hiring more people in his state. Vineet’s short answer: because most American college grads are “unemployable“.
They’re far less inclined than students from developing countries like India, China, Brazil, South Africa, and Ireland to spend their time learning the “boring” details of tech process, methodology, and tools ITIL, Six Sigma, and the like. [So] most Americans are just too expensive to train.
In “American IT grads unprepared and unemployable: Indian CEO Vineet Nayar”
A riqueza não traz felicidade
27 Setembro, 2011O desafio não é reformar mas sim redesenhar a educação
26 Setembro, 2011A escola não valoriza o talento de cada aluno – vídeo
25 Setembro, 2011A educação hoje vive de durante as aulas aprendermos aquilo tudo, decorarmos tudo aquilo que vem nos livros, chegarmos aos testes e escrever tudo e depois esquecer tudo.
Como o Twitter pode torná-lo(a) mais feliz
24 Setembro, 2011
In my research into the science of happiness, many studies have shown that gratitude activities (such as keeping a gratitude journal) helps people increase their overall happiness level in life. There are many ways to be thankful, and many things to be thankful for, but one technique is to make a more conscious effort to notice and appreciate the little things in life.
For me, because I try to tweet every day, I’ve found that I’m always looking for opportunities to have something to tweet about. So I end up noticing and appreciating things that I would normally not even give a second thought to. Here are examples of some tweets I’ve sent about things I’ve noticed that I would have normally ignored or forgotten about.
Ranking do peso de dirigentes na estrutura de pessoal do ensino superior
23 Setembro, 2011Ranking de custo com pessoal por diplomado
In “INDEZ 2010 – Pessoal existente em Instituições de Ensino Superior Público”, DGES
(páginas 17 e 18)
Taxonomia dos domínios cognitivos
22 Setembro, 2011Os licenciados são uma commodity?
21 Setembro, 2011Em conversas com amigos costumo ouvir, com alguma frequência, “o meu filho/a não consegue emprego pelo que está a tirar o mestrado”. Sempre que ouço este desabafo ocorre-me a mesma dúvida: será que com o mestrado vai arranjar emprego com mais facilidade?
Para começar, convém lembrar alguns números que dão uma ideia clara da revolução em curso no mercado de emprego. Por um lado, o desemprego está a crescer tendo atingido os 12,4%, no 1º trimestre de 2011. Por outro lado, o número de empregos está a decrescer tendo-se registado uma redução de 139800 empregos, de 2003 a 2011. Acresce que, neste cenário de elevada redução de emprego, o nº de diplomados no ensino superior tem vindo a subir significativamente tendo registado um aumento de mais de 107% em 10 anos.
Neste contexto, a questão central que se coloca aos jovens licenciados é: o que devo fazer para melhorar a minha empregabilidade? Obviamente, as hipóteses são múltiplas. No entanto, antes de qualquer decisão é fundamental que cada um faça uma reflexão sobre o que pretende em termos de carreira: o que sou, o que quero vir a ser em termos pessoais e profissionais e o que devo fazer para o conseguir. Concluída a reflexão, para uns, a solução poderá passar por um mestrado mas, para outros, a solução será seguramente bem diferente.
Se a entrada na carreira exige a posse de mestrado então a decisão de o tirar está, indiscutivelmente, correcta. O mesmo se passa se a progressão na carreira exige a posse de mestrado. Contudo, este tipo de carreiras constitui um mercado de emprego de reduzida dimensão. Pelo contrário, o mercado de emprego de licenciados é bastante maior. A este propósito importa referir que o aumento exponencial de licenciados e de mestrados pós- Bolonha supera largamente a procura do mercado português. Mesmo que se atenue a crise actual, o mercado de emprego de licenciados continuará altamente competitivo pois todos os anos saem das universidades milhares de licenciados enquanto que a taxa de criação de empregos para licenciados tende a continuar reduzida. Em épocas de crise, a taxa pode mesmo ser nula ou negativa.
Como resolver esta inequação? Uma coisa é certa: ter um diploma do ensino superior não dá qualquer garantia de emprego. Então, qual é a solução para obter emprego? Esta é, provavelmente, a pergunta de um milhão de euros. Mas, sinceramente, não creio que haja a “resposta certa”. Cada caso é um caso.
Vejamos o que se passa no recrutamento de licenciados. Quando uma organização decide recrutar um licenciado o que está a fazer, na verdade, é contratar as suas competências para realizar determinado trabalho. Por exemplo, quando na imprensa aparece um anúncio de recrutamento em que o principal critério de selecção é a licenciatura em arquitectura estamos perante um recrutamento onde os licenciados são tratados como uma commodity. Por outras palavras, como é muito elevado o número de arquitectos disponíveis no mercado a remuneração oferecida pelo trabalho é muito baixa, um fenómeno bem conhecido da “geração à rasca”.
Contudo, nem sempre os licenciados são tratados como uma commodity. Vejamos duas situações bem conhecidas. A primeira ocorre quando as organizações pretendem recrutar os melhores alunos das melhores universidades. Como a procura é superior à oferta dessas universidades, as organizações tendem a oferecer remunerações aliciantes para atrair os melhores. A segunda ocorre quando as organizações pretendem recrutar licenciados privilegiando determinadas competências comportamentais. Nestes processos de recrutamento os critérios decisivos para obter o emprego são a atitude positiva, a auto-motivação, a auto-confiança, a ética no trabalho, a capacidade de comunicação, a capacidade de resolução de problemas, a capacidade de trabalho de equipa, a criatividade, a flexibilidade e adaptabilidade à mudança e a resistência ao stress.
Em síntese, no actual mercado de emprego, o grande desafio para os licenciados é: ser ou não ser uma commodity, eis a questão. O desafio é demasiado complexo para pretender prescrever quaisquer receitas milagrosas. Pretendo, apenas, chamar a atenção para a crescente valorização pelas organizações das competências comportamentais, as quais podem fazer toda a diferença e melhorar, de facto, a empregabilidade dos licenciados.
1 Commodity é um termo de língua inglesa que significa mercadoria e é utilizado nas transacções comerciais de produtos de origem primária nas bolsas de mercadorias (Wikipedia).












