Arquivo de Outubro, 2011

O papel do Ministério da Educação é desenvolver o software do país

31 Outubro, 2011

“Pensa-se, comumente, que a tarefa de um político é administrar o país: pôr a casa em ordem, construir coisas novas, consertar coisas velhas, cuidar das finanças, da saúde, da segurança, da justiça, dos meios de comunicação, incluída, inclusive, a administração dos meios de escolarização existentes, coisa sob a responsabilidade do ministério da educação. Discordo. Existe uma diferença qualitativa entre aquilo que fazem os ministérios administrativos e aquilo que o ministério da educação deve fazer. A diferença entre eles é simples. Os ministérios administrativos cuidam do hardware do país. Eles lidam com a ‘musculatura’ nacional. O ministério da educação tem a seu cuidado o software do país. Ele cuida da ‘inteligência’ nacional. Seu objetivo é fazer o povo pensar. Porque um país – ao contrário do que me ensinaram na escola – não se faz com as coisas físicas que se encontram em seu território, mas com os pensamentos de seu povo”.

In “Entre a Ciência e a Sapiência”, Rubem Alves

Não há respostas erradas – vídeo

30 Outubro, 2011

5 condições para realizar os seus sonhos

29 Outubro, 2011

Um sistema de educação baseado nos exames é uma imbecilidade

28 Outubro, 2011

Compara muitas vezes um professor a um treinador. Porquê?
Porque todos os estudantes são diferentes. Ter essa consciência é um cuidado que qualquer pessoa deve ter. Sobretudo com os que ficam para trás ou nas margens. Esses requerem um trabalho individual, como numa equipa de desporto. Depois, há os excepcionais, aos quais temos de colocar desafios. Daí que um professor tenha de conhecer todos os estudantes que tem na sala de aula, como pensam, quais as suas capacidades e, com esse conhecimento, tirar o melhor deles. Porém, não se consegue atingir essa meta com um sistema baseado em exames. É um tipo de ensino impessoal, em que apenas se vai às aulas, nunca se conhece os professores e depois tem-se um exame que nos filtra. Quando se passa, é-se bom, caso contrário, é-se mau. É uma visão patética. O que mais me entristece na sociedade portuguesa é só se associar o rigor no ensino aos exames. Só há uma palavra para definir isso: imbecilidade. São pessoas que não percebem nada de educação.

In “O futuro passa pelas universidades”, Entrevista com António Câmara (páginas 6 a 9)

A nossa maneira de pensar condiciona fortemente o que somos capazes de realizar

27 Outubro, 2011

Dweck’s broad argument is that what people believe shapes what they achieve – mostly irrespective of their innate talent. Some people, she says, have a fixed view of intelligence: They believe that intelligence is an entity, that we’re each endowed with a particular finite supply. Others have a growth view of intelligence: They believe that intelligence can expand through practice and effort.

Your starting assumption about intelligence – your mindset, as she calls it in a popular book – heavily determines what you’re able to accomplish. And people with growth mindsets generally accomplish more and learn more deeply.

In “The 3 rules of mindsets

Há professores universitários que se limitam a dar umas poucas aulas e mais nada

26 Outubro, 2011

O reitor da Universidade do Porto criticou ontem os professores da instituição que “se limitam a dar umas poucas aulas e mais nada“. “Ainda há muitos que o fazem, isto não pode acontecer”, afirmou José Marques dos Santos, nas comemorações do centenário da Faculdade de Ciências. O reitor tinha acabado de apelar à mobilização da comunidade universitária para “trabalhar mais e melhor, evitando o desperdício“, como forma de ajudar o país a sair da actual conjuntura e apontou o dedo também aos estudantes por “perderem tempo em festas demasiado prolongadas” lembrando que é a sociedade que paga a sua formação. Marques dos Santos direccionou ainda críticas aos governantes, deixando um pedido para que “não atrapalhem e “não criem burocracias irrelevantes”.

In “Universidades a mais e professores pouco aplicados

Utilize a primeira hora de trabalho para o seu desenvolvimento profissional

25 Outubro, 2011

When I begin my day with an hour spent on a high-impact project, though, things tend to flow more smoothly. I accomplish more and feel that sense of “flow” more frequently. I also am happier and more energetic. Hour One matters because it sets the tone for what’s to come. If you start off well, it’s relatively easy to keep going: you feel motivated by what you’ve achieved, so you carry on doing great work.

In “Professional Development Tool: The First Hour

A análise lúcida da crise do euro por Manuel Castells

24 Outubro, 2011

Quando secou o crédito às empresas, a crise financeira converteu-se em crise industrial e de emprego. Os governos assumiram o custo de evitar o desemprego em massa e tentar reanimar a economia moribunda. Como pagar a conta? Aumentar os impostos não dá votos. Por isso, recorreram aos próprios mercados financeiros, aumentando sua já elevada dívida pública. Quanto mais especulativas eram as economias (Grécia, Irlanda, Portugal, Itália, Espanha) e quanto mais os governos pensavam apenas no curto prazo, maior eram o gasto público e o aumento da dívida. Como ela estava lastreada por uma moeda forte – o euro –, os mercados continuaram emprestando. Contavam com a força e o crédito da União Europeia. O resultado foi uma crise financeira de vários Estados, ameaçados de falência. Esta crise fiscal converteu-se, em seguida, numa nova crise financeira: porque colocou em perigo o euro e aumentou o risco de países suspeitos de futura insolvência.
In “Não é crise. É que não te quero mais

As escolas precisam de ensinar a ouvir – vídeo

23 Outubro, 2011

A escola mata o empreendedorismo

22 Outubro, 2011

In “Treta e obrigado


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