Arquivo de Novembro, 2011

Para que o aluno aprenda, é preciso aceitar que ele erre

30 Novembro, 2011

Mas o papel da escola e do professor é evitar erros inúteis. O importante é fazer com que os alunos confiem em sua capacidade de desenvolvimento positivo, tornando-os progressivamente senhores de seu desenvolvimento. Isso é a conquista da autonomia. O erro não deve ser considerado uma falha, mas algo que tem sentido e pode ajudar a ensinar. Ele é um indicador de como o aluno raciocina. O professor pode se organizar para que todos façam o menor número de erros possível escolhendo bem as situações de aprendizagem, com níveis de dificuldade coerentes com a capacidade da turma. Ao ensinar a criança a nadar, por exemplo, não podemos levá-la ao mar bravo. É quase certo que ela terminará por afundar e se engasgar. E ainda vamos dizer: “Infeliz! Não é assim que se faz!” Essa criança deve começar suas aulas numa piscina. A piscina é a escola. É um meio que protege, mas que assim mesmo traz a dificuldade essencial, que é a água. Os erros, como afundar ou engasgar, são naturais. Mas com o tempo ela passará a mergulhar de cabeça, boiar, nadar…

In “É preciso apostar na inteligência dos alunos“, Charles Hadji

O ePortefólio do aluno com Moodle

29 Novembro, 2011

In “RePe, Repositório de e-Portefólios Educativos, Manual do Professor

Antes ensinava uma disciplina, agora oriento os meus alunos

28 Novembro, 2011

ÉPOCA – Qual é o maior desafio dos professores que adotam esse tipo de ensino?
Marc Prensky – Abrir mão do papel de controlador para assumir o de guia dos alunos. Isso significa deixar de explicar tudo de uma vez para todos e passar a criar questões que deem o caminho das respostas certas para cada um deles. Eles têm de aprender como ajudar os alunos a encontrar, sozinhos ou em grupo, respostas rápidas. Um professor me disse uma vez: “Eu costumava ensinar um assunto. Agora eu ensino meus alunos”. O professor eficiente faz as duas coisas e ainda prepara seus alunos para um futuro desconhecido priorizando habilidades, não o conhecimento.

ÉPOCA – Muitos professores são eficientes usando técnicas que não envolvem tecnologia, como mostra o trabalho do educador americano Doug Lemov (autor de um livro sobre práticas de professores para estimular os alunos a prestar atenção nas aulas).
Marc Prensky – Certamente existem professores que fazem um excelente trabalho usando o método tradicional, mas eles são minoria. O sucesso de Lemov em suas escolas é louvável. Mas em educação nós temos dois objetivos: educar nossos estudantes para o dia em que eles partirem para a próxima série ou para um emprego e, ao mesmo tempo, educá-los para o resto de sua vida. No passado, quando as coisas mudavam devagar (ou não mudavam), esses dois objetivos eram um só. Agora eles divergiram, e muito, porque o futuro dos estudantes será muito diferente de sua vida de hoje. Lemov fala apenas do primeiro objetivo. Ele provavelmente está certo ao dizer que os que recebem esse tipo de educação têm sucesso em avaliações do século XX ou até em entrar na faculdade do século XX. Mas o que nossos estudantes precisam é de uma educação para o século XXI. Nós precisamos prepará-los para um futuro desconhecido, no qual eles sobreviverão não por causa do que sabem, mas por causa de suas habilidades.

In “O aluno virou o especialista”, Entrevista a Marc Prensky

Como pensam as crianças? – vídeo

27 Novembro, 2011

Pelo menos, uma parte do tempo, devemos fazer os adultos começarem a pensar como crianças.

A avaliação formativa é uma utopia

26 Novembro, 2011

A taxonomia da motivação humana

25 Novembro, 2011

In “Intrinsic and Extrinsic Motivations: Classic Definitions and New Directions”,

Richard Ryan e Edward Deci (página 61)

O método dos casos na Universidade de Harvard

24 Novembro, 2011

In “Christensen Center for Teaching and Learning

Não motive os seus trabalhadores

23 Novembro, 2011

(slides 45 e 46)

Diferentes professores atribuem notas muito diferentes ao mesmo exame

22 Novembro, 2011

Além de não sabermos exactamente o que queremos com a avaliação escolar tradicional, sua validade como instrumento de medida vem sendo paulatinamente questionada. Diversas pesquisas têm mostrado que avaliadores atribuem notas significativamente diferentes à mesma prova. Segundo Henri Piéron, para reduzir a níveis razoáveis o erro estatístico em um exame no ensino médio, seriam necessários 13 corretores para uma prova escrita de Matemática e 127 para uma de Filosofia. Como vagas na universidade são muitas vezes decididas por centésimos de ponto percentual, não é difícil imaginar que a classificação dos candidatos próximos à média seja quase uma lotaria. Charles Hadji, questionando a ideia da imparcialidade do avaliador, diz que “O avaliador não é um instrumento de medida, mas um actor de uma comunicação social”.

In “Mal estar na avaliação”, Paulo Blikstein

Os políticos devem preocupar-se com a qualidade da educação e não com os rankings

21 Novembro, 2011

Diz que os políticos reagem de modo nervoso aos estudos que medem os resultados e, por isso, as medidas que tomam é de introdução de reformas para melhorar esses resultados. Isso é condenável?

Claro que os políticos devem preocupar-se com a qualidade da educação, mas o problema é o nervoso da resposta, quando conhecem os resultados dos exames. Parece que perdem a perspectiva e a confiança nas práticas educacionais e nas tradições dos seus países, e querem fazer mudanças radicais.

O que esquecem, logo em primeiro lugar, é a validade dos rankings; e em segundo é que as melhorias na educação são feitas com projectos a longo prazo e os resultados não são imediatos. No caso da Finlândia [com os melhores resultados nos estudos da OCDE], costumo dizer: invistam na formação dos professores por um prazo de 100 anos e então terão melhores sistemas de ensino. Ou seja, não há respostas rápidas.

In “Os rankings são muito antiquados e não devem ter lugar numa sociedade civilizada”, Entrevista a Gert Biesta


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