Arquivos para a Categoria ‘19 Empreendedorismo’
Falta uma Escola de Gestão (à) portuguesa
4 Julho, 2008“Sendo as organizações constituídas por pessoas, espelham este tipo de perfil ou têm, na sua perspectiva, um perfil já mais orientado para a estratégia?
As organizações portuguesas não tiram normalmente partido das características positivas portuguesas que são a capacidade de trabalhar em equipa e a criatividade difusa. Insistem mais na regulamentação, na produção de regras, na produção de regulamentos até à exaustão, em lugar de tirarem partido da flexibilidade típica dos portugueses.
Tal pode dever-se ao nosso país ter tido até recentemente, até há cerca de 20 anos atrás, um grande peso em termos do sector público?
É uma hipótese. Digamos que nós ligamos mal com a burocracia. Nós exageramos tremendamente a burocracia. Enquanto os criadores da burocracia, os alemães, têm poucas leis, poucas situações imperativas e são muito mais permeáveis ao acordo entre pessoas, acordos laborais, nós temos legislação laboral rígida. Enquanto eles têm acordos de fornecimento, nós temos contratos imperativos. Portanto, a gestão portuguesa digamos que é importada e como não funciona exagera-se fazendo mais do mesmo constantemente, mais legislação, mais situações imperativas, em lugar de tirar partido daquilo seriam as características positivas da cultura.
No seu entender quais são os factores que têm levado a esta ineficiência?
Falta de escola de liderança. Falta uma escola de gestão portuguesa. Nós limitamo-nos na maior parte das vezes a copiar modelos estranhos, modelos americanos. O mundo anglo-saxónico exerce sobre nós um fascínio absoluto no domínio da gestão, e se calhar noutros, quando o perfil cultural português é avesso a qualquer tipo de cultura anglo-saxónica.”
O recrutamento de talentos na Google
2 Abril, 2008
“Os lideres da Google acreditam que um tecnólogo excepcional é muito mais valioso do que um engenheiro mediano: por esse motivo, insistem em contratar apenas os mais brilhantes entre os brilhantes – pessoas no lado direito da curva em formato de sino. Também acreditam que deixando entrar um “estúpido”, outros seguramente virão atrás. A lógica é simples: pessoas de 20 valores querem trabalhar com pessoas de 20 valores – outros sábios que estimulam o seu pensamento e irão acelerar a sua aprendizagem.
O problema é que as pessoas de 15 valores sentem-se ameaçadas pelo talento da classe dos 20 valores; portanto, a partir do momento em que passam a porta, tendem a contratar colegas que são medianos como eles. Pior ainda, as pessoas da classe dos 15 valores com problemas de insegurança optarão por contratar colaboradores de 10 valores, sem autoconfiança para desafiarem qualquer ponto de vista. À medida que as classificações da mediocridade se expandem, torna-se cada vez mais difícil atrair e manter os realmente excepcionais. E, sem se aperceber, o processo de “estupidificação” torna-se irreversível.
Não surpreende que o processo de contratações da Google seja tão difícil. Os candidatos são submetidos a uma série de entrevistas que frequentemente duram várias semanas. Aos cientistas informáticos são-lhes dados problemas do nível Mensa* e é esperado que os resolvam no momento. A decisão final raramente é feita sem passar pela análise da comissão de contratações, composta por colaboradores veteranos e executivos. É reconhecidamente um processo difícil, mas permite afastar qualquer um que seja apenas mediano. (* N.T. Sobredotados)”
In “O Futuro da Gestão”, Gary Hamel e Bill Breen
Empreendinov
10 Março, 2008O Empreendinov é um Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e Inovação na Região Autónoma da Madeira que tem por objectivo contribuir para a mudança e crescimento da economia regional, através do estímulo ao surgimento de novos empreendedores e à criação de novas empresas.
Destina-se a todos aqueles que, caracterizando-se por um espírito empreendedor e de liderança, sejam possuidores de uma ideia ou projecto de negócio, a realizar por micro e pequenas empresas, bem como por empresários em nome individual e pessoas colectivas, recém constituídos.
Integra as seguintes tipologias de investimento:
- Introdução de novos produtos
- Novos processos tecnológicos
- Novas técnicas de distribuição e marketing
- Novas técnicas de informação e comunicação
- Novas técnicas de inovação
Critérios de Selecção
- Critério A – Carácter inovador da ideia e/ ou projecto no contexto competitivo regional
- Critério B – Características empreendedoras e de liderança
- Critério C – Nível de capitais próprios afectos ao projecto de investimento
10.000 videos para Empreendedores
1 Março, 2008A Cornell University disponibiliza mais de 10.000 videos para empreendedores sobre diversas temáticas como coaching, criatividade e empreendedorismo social.
A Empresa 2.0 para Gestores
20 Fevereiro, 2008O desafio não é tecnológico. É um problema de cultura empresarial.
In Nine ideas for IT managers considering Enterprise 2.0, Dion Hinchcliffe






