A falência da formação de professores

Continuo a denunciar o Decreto-Lei nº 43/2007 por entender, até prova em contrário, que compromete o presente e o futuro da formação de professores em Portugal. Um ano depois e já com o primeiro ano dos novos mestrados de ensino concluído, vejo reforçadas todas as preocupações que o diploma sempre levantou a todos os que têm a responsabilidade prática de formar professores.

Continuo a acreditar que, infelizmente, os professores que estamos agora a formar nunca estarão preparados cientificamente para o exercício da docência de uma disciplina (ou de um par de disciplinas na maior parte dos casos, o que é ainda mais grave). Amanhã, dirão que as universidades não formam correctamente os professores, que a sua competência científica é cada vez mais deficiente e que o resultado se transfere para uma massa estudantil cada vez mais iletrada. O insucesso escolar dos professores vai juntar-se ao insucesso escolar dos estudantes e as teses sobre iliteracia cultural e literária multiplicar-se-ão. Este cenário de falência resulta directamente de uma política falhada de formação inicial de professores.

Infelizmente, a falência que agora facilmente se pode prever para quem está no terreno será amanhã atribuída a quem forma os professores e não a quem produziu a legislação.

In “A decadência do Português no ensino secundário, seguida da falência da formação de professores“, Carlos Ceia

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