Não existe Educação neutra

“Para Paulo Freire (1999) a escola tem uma função conservadora, já que reflete e reproduz injustiças da sociedade. Mas, ao mesmo tempo, é uma força inovadora, já que o professor tem uma autonomia relativa. Assim, o educador tem um papel político-pedagógico destacado, já que não existe educação neutra.

A educação pode ajudar a transformar o homem e a mulher em sujeitos da História. Não qualquer tipo de educação, mas uma educação crítica e dirigida à tomada de decisões e à responsabilidade social e política. Dessa forma, Paulo Freire não só apresentou uma proposta concreta, como tentou implantá-la em vários países.

Diferente do liberalismo, que possui a crença ingénua de que a educação pode mudar a sociedade, e do marxismo, para quem a escola é apenas um agente passivo da classe dominante, a teoria crítica freiriana acredita que se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental a escola pode fazer (CORTELLA, 1998).

De acordo com Friedman (1986), os maiores interessados na educação das crianças não são os governantes, a escola ou os professores, mas os pais dos alunos. Por isso, são os pais quem devem controlar o sistema de ensino.”

In “Paulo Freire e as Novas Tendências da Educação”, Judas Tadeu de Campos

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