O estado de “desgraça” dos Conselhos de Administração

Interrogado sobre os denominados “prostitutos dos Conselhos de Administração”, aqueles que estão dispostos a servir em qualquer que seja a empresa desde que estas os queiram, e quem deveria estar no passeio da fama deste eufemismo, Gillespie fala de Lee Ault, que tem assento em 351 CA de firmas de fundos mútuos, bem como num fundo da CIA e na Office Depot. Um outro famoso é Vernon Jordan que, na altura em que estava a tentar ajudar Monika Lewinsky a procurar um emprego fora da Casa Branca em algumas das empresas nas quais tinha cargos executivos, tinha assento em 10 empresas públicas, enquanto a sua mulher se sentava em mais cinco.

Tudo isto é um problema mais que real, na medida em que o Bear Sterns, por exemplo, cujos accionistas perderam mais de 20 mil milhões de dólares, era uma das duas empresas americanas cotadas na bolsa que tinha três administradores que pertenciam a pelo menos cinco conselhos de administração de empresas cotadas. Para Gillespie, contudo, a maioria dos CEO não é vigarista. O que acontece é que o desequilíbrio entre o poder que os favorece em detrimento dos seus conselhos de administração resulta em administradores que são essencialmente executivos representativos e não accionistas – e isso resulta em gastos de biliões de dólares provenientes de uma má liderança.

In “O colapso da democracia corporativa”, Helena Oliveira

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