É imprescindível articular a educação formal e a não-formal

Não será porventura possível definir de forma consensuada e unânime o conceito de educação não-formal. O capítulo 3 deste trabalho procura explorar essa mesma complexidade. Mas também não será esse o desafio mais importante no que respeita à valorização e reconhecimento da ENF. Sabemos difícil esse exercício de definição justamente porque sabemos o quão devedora é a ENF de uma diversidade de “perspectivas e de tradições de intervenção que, não estando condicionadas pela preocupação de validação de saberes, se foram estruturando com determinadas marcas que perduram até aos nossos dias” (Rothes, 2005:174).

Tal como procurámos evidenciar no capítulo 3 deste trabalho, é-nos possível, no entanto, estabelecer critérios que, de forma contextualizada, delimitem a ENF, particularmente em relação à educação formal e à educação informal. É muito importante, de facto, que este exercício de delimitação seja efectivamente contextualizado, pois o que num caso entendemos por uma prática educativa estruturada, orientada e sistemática, num outro pode parecer-nos um perfeito exemplo de arbitrariedade.

In “Educação não-formal,um contributo para a compreensão do conceito e das práticas em Portugal”, Luís Santos Pinto

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