Há professores que morrem aos 20 e são enterrados aos 60

As nossas escolas carecem de espaços de convivência reflexiva. Precisamos de compreender que pessoas são aquelas com quem partilhamos os dias, quais são as suas necessidades (educativas e outras), cuidar da pessoa do professor, para que se reveja na dignidade de pessoa humana e veja os outros como pessoas. Precisamos de exercer a consideração positiva incondicional de que falava Carl Rogers, de praticar a confirmação, no dizer de Martin Buber, ou o amor incondicional postulado pela Alice Miller.

Resta-me acreditar que os educadores podem inspirar-se nesses e em outros autores, para reconfiguração das suas práticas, para a passagem de uma profissão solitária para uma profissão solidária. Resta-me acreditar que o suicídio não é algo inevitável. Apesar de assistir ao drama de muitos professores, que morrem aos vinte e são enterrados aos sessenta…

In “Suicídios”, José Pacheco

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