O reconhecimento das competências não é um fim em si mesmo

Se olharmos na perspectiva na lógica sumativa, que é testar um determinado nível de competências, dar um diploma, é óbvio que isso tem um determinado valor, um valor social, um valor pessoal, um valor profissional para a pessoa que adquiriu esse diploma.

Mas há aqui uma dimensão fundamental dos processos que não é a sumativa, é a dimensão formativa, que é o que vai fazer com que aquela pessoa tome consciência do seu percurso de aprendizagem não valorizado até aí, das competências que adquiriu e das competências que poderá ainda adquirir. É uma etapa, não é um fim em si mesmo e tem de ser visto também nesta dimensão de processo. O reconhecimento e a validação de competências não apenas na perspectiva sumativa mas na perspectiva de processo e de desenvolvimento da pessoa. É um meio para a pessoa, a partir de uma nova trajectória de aprendizagem, conseguir realizar algo, um projecto, uma nova actividade, uma nova fase em termos profissionais, sociais e educativos.

In “O conceito de competência ainda hoje se encontra em construção”, Ana Luísa Oliveira Pires

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