As escolas não querem os cursos EFA

A menor resposta por parte das escolas a estes processos poderá ter várias explicações. Ocupadas com o ensino regular e com o ensino recorrente, as escolas básicas e secundárias poderão estar menos empenhadas em captar novos públicos para a educação de adultos. Além disso, é preciso ter presente que os modelos em causa contrariam, e desafiam, em muitas dimensões o perfil do ensino recorrente.

Para mencionar apenas duas delas, recorde-se que nos cursos EFA e centros de RVCC todo o processo é estruturado em função de um Referencial de Competências-Chave, o que rompe com a lógica disciplinar; e que, além dos professores e formadores, surgem novos actores (o mediador pessoal e social e o profissional de RVCC), os quais têm funções de coordenação das equipas.

Percebe-se assim que, do lado das escolas e dos professores, possam surgir algumas resistências perante os novos modelos de educação e formação, as quais podem ter como consequência uma entrada mais tardia neste processo.

In “A Literacia dos Adultos”, Tese de Doutoramento de Patrícia Ávila (2005)

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