Como deveria ser o currículo ideal na escola?

Se eu pudesse desenhar um currículo ideal para a formação dos últimos cinco anos na escola, desenhava-o com sete ou oito disciplinas, e único para todos. E, sem dúvida, juntava: Português, Filosofia, Matemática, História das Ciências e História das Artes. Isto seria para todos. Se for de Humanidades e eu lhe perguntar a que temperatura ferve a água, o que é um radiador ou o que é um genoma, não sabe. Se perguntar a alguém de Ciências Exactas quem escreveu o Só ou quem compôs o Rigoleto, não sabe. Esta separação é terrível. Mesmo na Universidade, a especialização devia começar mais tarde do que no 1º ou 2º ano. Na Universidade aprende-se um método, a investigar, a pensar com independência, o que não se faz na secundária. Um dos piores crimes cometidos na escola foi considerar que as artes são dispensáveis e que a música, a pintura, a escultura, a dança, o bailado e o desenho eram menos importantes do que a formação humanística ou científica.

In “Entrevista a António Barreto”, A Revista da Caixa (Janeiro/Março 2011)

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