Como melhorar os maus resultados dos exames de matemática

A propósito da notícia “Resultados dos exames do 9º ano são os piores dos últimos anos” publicada no Público, de 14 de Julho de 2011, é oportuno ler o artigo “Crianças esforçadas, crianças espertas” de Carol Dweck, investigadora e professora da Universidade de Stanford:

“Mas como podemos transmitir a mentalidade de crescimento para nossas crianças? Contar a elas histórias sobre realizações que foram resultado de trabalho árduo é uma maneira de fazer isso. Por exemplo, nossos estudos mostraram que falar sobre gênios da matemática que basicamente já nasceram assim favorece a crença na inteligência estanque, enquanto descrições de grandes matemáticos que se apaixonaram pela disciplina e desenvolveram habilidades incríveis reforçam a postura mais flexível.

Informação adequada também é fundamental. Blackwell, Trzesniewski e eu projetamos recentemente um workshop de oito sessões para 91 estudantes cujas notas de matemática estavam caindo na 7ª série. Dentre esses jovens, 48 receberam aulas referentes apenas a habilidades de estudo, enquanto os outros assistiram a uma combinação de orientações para estudar e aulas nas quais aprenderam sobre a mentalidade de crescimento e como aplicá-la ao trabalho escolar.

Os voluntários do segundo grupo leram e discutiram o texto “Você pode cultivar seu cérebro”. Foi-lhes ensinado que o cérebro é como um músculo que fica mais forte com o uso e que aprender incita os neurônios a desenvolver novas ligações. A partir daí, muitos estudantes começaram a se ver como agentes do desenvolvimento do próprio cérebro. Adolescentes que tinham se mostrado desordeiros ou entediados sentaram eretos e prestaram atenção. Um garoto particularmente indisciplinado levantou os olhos durante a discussão e disse: “Quer dizer que eu não tenho de ser burro?”

Conforme o semestre avançou, as notas de matemática dos que aprenderam somente as habilidades de estudo continuaram a cair, enquanto as dos que receberam o treinamento da mentalidade de crescimento começaram a retomar aos níveis anteriores à 7ª série. Apesar de não estarem cientes de que havia dois tipos de instrução, professores disseram ter detectado mudanças motivacionais significativas em 27% dos jovens que frequentaram o workshop de mentalidade de crescimento, em comparação com apenas 9% dos estudantes do grupo de controle.”

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