Os rankings levam as escolas a trabalhar para as estatísticas

Em vez de simplificar o conceito de uma boa escola, através dos rankings, os jornais deviam ajudar os pais e o público em geral a compreender que uma boa educação é uma questão demasiado complexa – são os exames, as questões de cidadania, os valores morais, a formação da pessoa, tudo isto deve ser tomado em conta.

A sua pergunta permite identificar um fenómeno preocupante: neste mercado da educação criado pelos rankings, não só os pais e os alunos têm estratégias, como as escolas também. Em muitos casos, a questão deixou de ser o que é que a escola pode fazer pelos alunos, para ser o que é que os alunos podem fazer pela escola – como é que podem contribuir para as suas estatísticas. O grande perigo das escolas escolherem os alunos é o daqueles que mais precisam de educação serem os que menos têm acesso a ela. Quando isso acontece, eu diria que as escolas desistiram da sua responsabilidade educacional.

In “Os rankings são muito antiquados e não devem ter lugar numa sociedade civilizada”, Entrevista a Gert Biesta

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