Diferentes professores atribuem notas muito diferentes ao mesmo exame

Além de não sabermos exactamente o que queremos com a avaliação escolar tradicional, sua validade como instrumento de medida vem sendo paulatinamente questionada. Diversas pesquisas têm mostrado que avaliadores atribuem notas significativamente diferentes à mesma prova. Segundo Henri Piéron, para reduzir a níveis razoáveis o erro estatístico em um exame no ensino médio, seriam necessários 13 corretores para uma prova escrita de Matemática e 127 para uma de Filosofia. Como vagas na universidade são muitas vezes decididas por centésimos de ponto percentual, não é difícil imaginar que a classificação dos candidatos próximos à média seja quase uma lotaria. Charles Hadji, questionando a ideia da imparcialidade do avaliador, diz que “O avaliador não é um instrumento de medida, mas um actor de uma comunicação social”.

In “Mal estar na avaliação”, Paulo Blikstein

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