Não acredito que a avaliação da aprendizagem possa tornar-se científica

Ela não será jamais uma medida. Em contrapartida, ela poderia ser rigorosa. Tem esse dever. Avaliar com rigor implica primeiramente definir de modo exacto aquilo que se espera da realidade avaliada. Se a avaliação não é frequentemente rigorosa, é porque nós não sabemos o que esperamos dos estudantes ou da sociedade. A primeira coisa é tornar isso transparente. Em seguida, poderemos encontrar na realidade sinais indicadores para nos permitir julgar se as expectativas foram satisfeitas ou não. O rigor passa por esse duplo esforço de deixar explícitas as expectativas. Mas esse rigor jamais tornará a avaliação científica. Posso cronometrar o tempo que um corredor leva para percorrer 100 m; é a medida, não a avaliação. Por outro lado, não posso cronometrar o tempo de desenvolvimento de uma criança, o modo como ela constrói a sua aprendizagem, desenvolve suas competências. Isso não pode ser medido. É preciso distinguir bem as duas ideias.

In “Avaliar para melhor formar”, Entrevista a Charles Hadji

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