Há professores que são múmias pedagógicas

Aquilo que mantém viva a minha esperança é o trabalho de muitos professores, que, anonimamente, vão construindo novas práticas e suportando o desdém de múmias pedagógicas. Até nas melhores revistas da área da educação há quem desdenhe da prática de assembleias de escola, ou imputem o insucesso dos alunos à influência de novas pedagogias. Haja paciência! Gostaria que me dissessem onde se praticam as “novas pedagogias”, eleitas como bode expiatório dos males do sistema. Ou que novas pedagogias esses especialistas terão praticado em sua sala de aula. Provavelmente, nenhuma.

Já tudo foi escrito e reescrito – desde a denúncia da doença ao seu tratamento. Insiste-se em soluções precárias, que não saem do círculo vicioso das referências paradigmáticas vigentes. Teóricos, políticos, gestores, especialistas entretêm-se em discussões estéreis: Qual a melhor idade para começar o fundamental? Qual a melhor idade para ser alfabetizado?… Um sem fim de debates bizantinos.

In “Na Bromélia”, José Pacheco

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