O Projecto Educativo Local (PEL) não diminui a autonomia pedagógica das escolas

O pano de fundo de um Projecto Educativo Local é a relocalização da escola no seu contexto espacial e comunitário. Se, no caso da Golegã, foi possível adoptar uma delimitação político-administrativa, a do concelho, que coincidia com uma única «bacia de formação», em muitos casos o «local» é muito difícil de delimitar. De facto, não são as instituições políticas, administrativas ou outras que «dão a sua identidade ao local, mas a sua humanidade e a existência de um tecido de relações sociais complexas; neste sentido pode-se definir o local como um ecossistema institucional e humano» (Chambon, 1987).

Na experiência aqui descrita, o PEL abriu caminho à definição de uma política educativa local, inserindo-a numa perspectiva de desenvolvimento da comunidade. Contribuiu para articular as diferentes ofertas educativas existentes, os serviços sociais com os serviços educativos, e promover a gestão integrada dos recursos existentes. O PEL mostrou ser um instrumento privilegiado para introduzir coerência de conjunto na intervenção de parceiros diversificados na educação.

In “Construir o projecto educativo local: Relato de uma experiência”, Maria Beatriz Canário

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