Como desenvolver uma cultura de participação na escola

A introdução da gestão participativa na escola obriga a actuar simultaneamente nas pessoas e nas estruturas. Quanto às primeiras, é preciso dar condições (recursos, formação, motivação) para que os diferentes membros da organização explorem em conjunto as suas «zonas de iniciativa» e afectem a sua autonomia relativa ao processos de tomada de decisão colectiva e à sua negociação. Quanto às segundas, é preciso encontrar formas de organização e de execução do trabalho na escola que quebrem o isolamento das pessoas, dos espaços e das práticas, induzam a constituição de equipas, estabeleçam a circulação da informação, democratizem as relações, responsabilizem os actores, e permitam elaborar e executar projectos em conjunto.

A introdução de modalidades de gestão participativa deve fazer-se em domínios onde a escola detém um real poder de decisão e margem de autonomia. E entre estes domínios são de salientar: a organização do trabalho na sala de aula, a programação de actividades, a relação entre as pessoas, a gestão dos tempos e dos espaços, a ligação à comunidade, a definição de objectivos próprios, entre muitos outros.

In “Para o desenvolvimento de uma cultura de participação na escola”, João Barroso

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