Como elaborar o plano de formação de uma escola

A tradicional ineficácia da formação, as dificuldades em fazer o «transfert» das situações de formação para as situações práticas fica a dever-se, principalmente, à dupla exterioridade (em relação às pessoas e em relação às organizações) que tem marcado modos escolarizados, dominantes na formação contínua de professores. Torna-se necessário por um lado, encarar os professores como profissionais que se formam, num trabalho colectivo de inteligência dos seus processos de trabalho e, por outro lado, encarar as escolas como «lugares onde os professores aprendem» (Ingvarson, 1990).

Trata-se, então de construir dispositivos de formação que permitam optimizar as potencialidades formativas dos estabelecimentos de ensino. Reside aqui a razão fundamental para a pertinência e o sentido da adopção de uma estratégia formativa «centrada na escola». A formação é então encarada como um processo individual e colectivo, em contexto, de transformação de representações, de valores e de comportamentos, por parte dos professores que colectivamente aprendem, produzindo novas formas de acção individual e colectiva.

Formação «centrada na escola» não significa transferir para o território físico do estabelecimento de ensino as tradicionais, curtas e avulsas «acções de formação», subordinadas ao paradigma «doze mesas, doze cadeiras e um formador».

In “Gestão da escola: Como elaborar o plano de formação?”, Rui Canário

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