Muitas escolas incorrem numa espécie de lobotomia educacional

Aquilo que eu queria aprender quase ninguém me ensinou. Aquilo que me obrigaram a decorar eu já esqueci. Há muito tempo eu esqueci o que são mesóclises e piroclásticas. De um curso inteiro de vários anos de Mecânica e Eletrotecnia nada resta. Os conhecimentos nessas áreas são importantes para quem trabalha nessas áreas. Mas eu optei por abandonar a eletrónica, para ser educador. Hoje, nada resta de dezasseis anos de “estudo”. Quase tudo aquilo de que faço uso foi aprendido após esse tempo de purgatório escolar.

Não se pense que faço apelo à ignorância e ao abandono da escola. Ainda acredito na remissão da instituição que sirvo há mais de quarenta anos. Mas muitas escolas ensinam tudo, excepto o aprender a pensar e a aprender, incorrendo numa espécie de lobotomia educacional, reduzindo a complexidade, produzindo receitas, fórmulas feitas. Tendem a reduzir o complexo ao simples, são reducionistas, quando separam aquilo que está ligado e unificam aquilo que é múltiplo, como diria o sábio Edgar.

In “Mesóclises, dígrafos e piroclásticas

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