Archive for the ‘Novas Oportunidades’ Category

O propósito do RVCC é dar visibilidade às competências, não é criá-las

5 Junho, 2012

Mesmo que o processo de RVCC seja um processo de aprendizagem – os candidatos aprendem sobre si mesmos e aprendem a analisar a sua aprendizagem anterior e os seus resultados de aprendizagem – é evidente que o processo de RVCC não cria as competências que se destina a reconhecer e validar. É um processo de certificação mais do que qualquer outra coisa: certifica as competências adquiridas anteriormente concedendo uma certificação aos candidatos bem sucedidos. Por isso, seria prejudicial para o sistema no seu todo e para as pessoas considerar-se o processo de RVCC como um substituto da formação. O propósito do processo de RVCC é dar visibilidade às competências, não é o de criá-las. Uma conclusão sólida – e útil para a formulação de políticas – é, portanto, que o processo de RVCC é um complemento à formação e não um seu concorrente. O processo de RVCC é, por exemplo, um passo importante antes da realização de qualquer aprendizagem adicional, de modo que potenciais alunos saibam onde se situam em termos de competências e comecem a aprender no nível que precisam e não abaixo deste.

In “Resultados e mais-valias do reconhecimento, validação e certificação de competências na Região Autónoma da Madeira

CNO aderem ao lema “O desemprego é uma oportunidade para mudar de vida”

15 Maio, 2012

A Agência Nacional para a Qualificação, responsável pelo programa Novas Oportunidades, enviou às escolas um email com estas orientações e em anexo, duas minutas, sem cabeçalho, para que possam ser preenchidas por cada instituição.
Uma das minutas para casos de despedimento coletivo e outra que permite mandar para a rua alegando extinção do posto de trabalho.
In “Novas Oportunidades: Governo dá instruções para despedimentos

Factores críticos nas Redes Locais de Qualificação

23 Março, 2012

In “Aprendizagem ao Longo da Vida: um desafio para comunidades educadoras – uma proposta de actuação”, (página 24)

Dos CNO aos Centros de Aprendizagem ao Longo da Vida

20 Março, 2012

Going LLL é um projeto que resulta de uma parceria entre a ANQ e a Universidade Católica Portuguesa (UCP) que tem como principal objetivo modelizar um Centro de Aprendizagem ao Longo da Vida que, partindo da realidade dos Centros Novas Oportunidades existentes, permita:
– tornar estas organizações centros indutores da Aprendizagem ao Longo da Vida, para a população adulta (atuais e novos públicos);
– melhorar os seus padrões de qualidade e eficiência;
– reforçar a sua capacidade de captação e pertinência de atuação junto de diferentes públicos-alvo satisfazendo, nomeadamente, as necessidades de qualificação, potenciais ou já existentes, do mercado de trabalho;
– fortalecer e gerar Redes Locais de Qualificação.

Constituem também objetivos do projeto a identificação de boas práticas e a reflexão aprofundada, envolvendo diferentes parceiros e peritos, nacionais e estrangeiros, bem como a elaboração de um Roteiro e de um Guia de Qualidade para os Centros de Aprendizagem ao Longo da Vida para disseminação, aos níveis nacional e europeu.

O milagre estatístico das Novas Oportunidades reconhecido pela OCDE

15 Setembro, 2011

Au Portugal, le programme « Nouvelles chances » a été lancé en 2005 pour offrir une deuxieme chance a ceux qui ont arreté leurs études a un âge précoce ou qui risquent de le faire, ou aider ceux qui ont déja rejoint les rangs des actifs mais désirent rehausser leur niveau de qualification. Grâce a ce programme, le taux d’obtention d’un diplôme s’établit en moyenne a 96 % en 2009 (soit 34 points de pourcentage de plus qu’en 2008) et plus d’un tiers des diplômés ont plus de 25 ans.
In “Regards sur l’éducation 2011 – Les Indicateurs de l´OCDE” (páginas 48 e 50)

35% dos jovens não conclui o ensino secundário

25 Agosto, 2011

Os dados revelam ainda uma capacidade crescente do sistema de educação-formação combater o abandono escolar. Apesar do valor ainda elevado de 35% de jovens entre os 8-24 anos que em 2008/09 não possuía o Ensino Secundário completo, representa um avanço face à situação no início da década de 2000, em que este valor atingia 43,6% dos jovens daquela faixa etária.

Os últimos três anos lectivos marcam uma inversão da tendência de perda de alunos à entrada do Ensino Secundário que caracterizou o sistema até 2005/06 o que, atendendo ao contexto de quebra demográfica, corrobora a hipótese de que o crescimento do número de alunos para as vias vocacionais se deve a uma real conquista de jovens ao abandono escolar precoce, contribuindo assim para alterar trajectórias que anteriormente se concluíam com a saída precoce do sistema.

In “Estudo de avaliação externa dos percursos pós-formação dos diplomados de cursos profissionais no contexto da expansão desta oferta no Sistema Nacional de Qualificações

O papel do formador de RVCC

19 Julho, 2011

A Rede de Centros Novas Oportunidades na Madeira

22 Junho, 2011

Nos cursos CEF os professores improvisam para remediar a falta de recursos educativos

9 Junho, 2011

E: Dizem no vosso estudo que “os professores revelam preocupações com a eficácia do seu ensino” mas “as condicionantes existentes levam-nos a improvisar soluções que servem de paliativos às limitações [de recursos educativos] que lhes são impostas”. Querem clarificar esta ideia?
ADC: Nos CEF é criada quase que uma cilada aos professores, porque estes são solicitados – pelos alunos e pelos pais – a encontrar soluções de remedeio para as lacunas com que se confrontam. Podemos dizer que os professores têm os programas e os podem seguir, mas sabemos que muitas vezes os compêndios substituem essa consulta. Ora, se, em alternância, se facultassem aos professores os meios para a aquisição de materiais [livros, software, etc.] poderia resultar daqui uma experiência pedagógica interessante, a de saber como se organizariam pedagogicamente na escola para promover a sua utilização correta. Mas como não existem orientações nenhumas nesse sentido, os professores, como todos nós em geral, perante as omissões inventam de forma precipitada, não planificada, intuitiva. Ou seja: fazem remedeios. É assim na vida e na escola.

In “CEF: Fotocópias substituem adoção de manuais

O Programa Novas Oportunidades destruiu a credibilidade dos certificados da Educação

7 Junho, 2011

O que está a ocorrer com as “novas oportunidades” é uma aceleração perversa da massificacão do sistema de ensino. Trata-se de uma massificação socialmente retrógrada, na medida em que, promovendo o facilitismo, elimina a selecção e a hierarquização social com base no mérito escolar. Porém, os sistemas socioeconómicos não perdoam e outros mecanismos tomam o papel da educação e do mérito: a família, o partido, o Estado, as seitas de vária ordem, mais ou menos secretas, reforçam o seu papel e esmagam, sem piedade, as aspirações à promoção social pela via da educação.

É com esta perspectiva que se deve considerar o programa “novas oportunidades”. Nem é necessário esperar por auditorias. Os objectivos de partida e os métodos falam por si. Diplomar um milhão de adultos em 5 anos como se pretendia? (O problema não se altera considerando os apenas 500.000 efectivamente diplomados). Fazer formações em meia dúzia de meses? Quer do ponto de vista dos recursos que seria necessário mobilizar, quer no que concerne às exigências do processo educativo, um programa destes só poderia resultar no monumental engano que efectivamente é.

O programa destrói a credibilidade da escola e dos diplomas certificados pelo Estado.

In A injustiça das “novas oportunidades”