Archive for the ‘Reforma Formação Profissional’ Category

Troika obriga a reforçar a oferta de Cursos de Aprendizagem

31 Maio, 2012

Recorde-se que o reforço dos Cursos de Aprendizagem é uma das medidas que está inscrita tanto no memorando de entendimento assinado entre o Governo e a ‘troika’ como no Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego assinado entre o Governo e os parceiros sociais.
De acordo com Álvaro Santos Pereira, o ensino técnico-profissional “aumenta a empregabilidade”, sendo esse tipo de formação um dos objectivos do Governo para atingir o crescimento económico desejado.
In “Novas regras para a formação profissional conhecidas este mês

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De Copenhaga a Bordéus na política de ensino e formação

21 Outubro, 2010


In “Os caminhos da política europeia de ensino e formação profissional”, Ana Maria Nogueira (páginas 54 a 56)

É muito elevado o nº de empresas que afirma não ter necessidades de formação

5 Agosto, 2010

In “A formação profissional num contexto de produtividade, competitividade e desenvolvimento de competências”, Margarida Chagas Lopes

Enfim, a Caderneta Individual de Competências

29 Julho, 2010

Quase 3 anos depois da publicação do regime jurídico do Sistema Nacional de Qualificações, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de Dezembro, foi publicada a Portaria n.º 475/2010, de 8 de Julho, que aprova o modelo da caderneta individual de competências e regula o respectivo conteúdo e o processo de registo.

Onde para a reforma da formação profissional?

8 Dezembro, 2008

Gastar 70 milhões de euros para formar 10.000 trabalhadores (20% do total), que já são especializados, é a solução anunciada para salvar os empregos no sector automóvel, com o Estado a garantir 80 por cento dos salários dos trabalhadores que vão ser abrangidos por acções de formação profissional. A solução é simples: Mais milhões para um sector que tem recebido muitos milhões para formação.

E para os outros sectores em crise?

E para as dezenas de milhares de desempregados com baixa qualificação?

E para as centenas de milhares de trabalhadores precários?

Onde para a reforma da formação profissional?

Plano de apoio ao sector automóvel

Onde está a Aprendizagem?

17 Março, 2008

Quem se lembra como era divertido procurar o Wally no meio de uma multidão de pessoas e objectos desenhados por Martin Handford? Lembram-se do simpático personagem da blusa e gorro riscados que seduziu miúdos e graúdos e se tornou uma febre mundial?

Pode parecer estranho mas, ao ler que mais de 90% da formação em Portugal segue o modelo escolar, lembrei-me do Wally. O referido modelo é bem conhecido de todos e tem um ADN de fácil clonagem. Os formadores transmitem um conhecimento incontestável. Os formandos, sentados na sala, escutam e não contestam. Os formadores distribuem fotocópias. Os formandos estudam e memorizam. Por vezes, os formandos efectuam um teste para obter um certificado.

Perante este quadro da formação deixa de parecer estranha a recordação dos desenhos do Wally. Há uma multidão de formadores e de formandos e milhares de centros de formação, de escolas e de empresas. Mas, onde está o aprendizagem?

De facto, num modelo de formação em que os formadores expõem com a ajuda de powerpoint, e os formandos ouvem e respondem a perguntas de controlo, só por mero acaso podemos encontrar a aprendizagem. Mesmo quando os formandos têm aproveitamento em testes não há qualquer garantia de ter havido aprendizagem. Os testes apenas medem a capacidade de memorização dos formandos e não a sua compreensão da matéria. O mesmo acontece com a formação com recurso a modernas plataformas de e-learning onde também não se vislumbra a aprendizagem. Não raras vezes a formação não passa de e-reading.

Basta consultar os estudos publicados para constatar que Portugal continua a apresentar resultados claramente decepcionantes nos rankings europeus e internacionais da formação, apesar de ter “gasto” mais de 3 milhões de euros diários ao longo dos últimos 6 anos.

Para melhorar os resultados é urgente mudar o paradigma da formação. Por outras palavras, é necessário pensar e agir em termos de aprendizagem. Os formandos têm de assumir o principal papel no processo de aprendizagem, o que implica um papel activo de compreensão da matéria que se traduz na capacidade de reformular, de questionar e de validar o conhecimento. Só então fará sentido falar de aprendizagem.

Numa altura em que Portugal vai iniciar um novo ciclo de “investimento” na formação, no âmbito do Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN), é altura de adoptar uma grelha de análise de candidaturas com uma simples pergunta: onde está a aprendizagem?

“Não se pode ensinar coisa alguma a alguém; pode-se apenas auxiliar a aprendizagem pelo próprio”, Galileu

Publicado na edição online do Diário de Notícias da Madeira em 12 de Março de 2008.

Eles não sabem que a aprendizagem é uma constante da vida

22 Janeiro, 2008

Eles não sabem, nem aprendem
que a aprendizagem comanda a vida.
Que sempre que um homem aprende
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

Sim, é um plágio. Bastou trocar a palavra sonho por aprendizagem e o verbo sonhar por aprender para me tornar um poeta da era da informação, onde tudo o que está na Internet pode ser adaptado livremente.

Espero que António Gedeão não me leve a mal pois a intenção é utilizar a Pedra Filosofal, que marcou a geração da Revolução de Abril, para abordar a aprendizagem ao longo da vida (ALV) no âmbito do QREN, mais concretamente do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH).

A ALV foi consagrada pela Comissão Europeia, em 2000, no Memorando sobre a Aprendizagem ao Longo da Vida. Na altura, o conceito de ALV, que abrange toda e qualquer actividade de aprendizagem formal, não-formal e informal, apareceu como uma forma de ultrapassar a tradicional distinção entre a educação e a formação inicial e contínua. Em termos políticos, a aprendizagem ao longo da vida passou a ser um direito social que tem como reverso da moeda o dever de aprender continuamente.

Em Portugal, a aprendizagem ao longo da vida começa também a estar presente nas políticas nacionais como aconteceu no recente Acordo para a Reforma da Formação Profissional, ainda que de forma muito incipiente.

No entanto, para que tudo isto funcione há um pressuposto fundamental: querer aprender. É aí que está o busílis da questão. Se os portugueses não quiserem aprender não há solução. Podemos ter as melhores escolas, os melhores programas e até os melhores professores que os resultados serão sempre decepcionantes.

Por razões profissionais, leio regularmente estudos e publicações sobre a educação e formação publicados a nível nacional e internacional. Nessas leituras, com conclusões para todos os gostos e interesses, emerge sempre a sombra do professor como o elo mais fraco. Se os alunos não aprendem a culpa é do professor.

Sem querer tomar partido, recordo uma frase de Rubem Alves: “A aprendizagem começa com um pedido“. Um pedido do aluno que quer aprender. O professor, como mestre, é o mediador da aprendizagem. É verdade que o professor também deve ser um sedutor como defende Rubem. Sedutor no sentido em que cativa o aluno para fazer o pedido, para querer aprender, para ter gosto pela disciplina.

Contudo, o desafio da aprendizagem ao longo da vida assume, hoje, uma dimensão que está muito para além das escolas, dos programas, dos professores, em suma, da educação e formação formal. As políticas de formação e educação não podem continuar a limitar-se à aprendizagem formal, pois o futuro da aprendizagem é informal e móvel. Na sociedade em rede, as pessoas aprendem cada vez mais de modo informal nas suas actividades pessoais e profissionais. Os estudos de Jay Cross confirmam que a aprendizagem informal tem um impacto de 80% no trabalho, enquanto que a aprendizagem formal só tem 20%. Então, o pedido (querer aprender) tem de surgir, ao longo da vida, sem a intervenção do professor ou de terceiros. Tem de ser uma característica inata, tão natural como o sonho. Não podemos esquecer que a aprendizagem começa com o sonho, que gera o pedido, e que sonhar não se ensina.

Por outro lado, numa altura em que Portugal aposta fortemente no Plano Tecnológico e na Estratégia de Lisboa como alavancas para a criatividade e a inovação, temos de ter bem presente que a aprendizagem informal é, cada vez mais, o verdadeiro motor do desenvolvimento do capital humano português.

Neste contexto, será que o Programa Operacional do Potencial Humano traduz uma estratégia de Aprendizagem ao Longo da Vida? Tudo indica que não. Quando se constata a incoerência do Programa com Eixos para a Qualificação Inicial, para a Gestão e Aperfeiçoamento Profissional e para a Adaptabilidade e Aprendizagem ao Longo da Vida, percebe-se facilmente que eles não sabem, nem sonham.

Enfim, eles não sabem que a aprendizagem é uma constante da vida.

Publicado na edição online do Diário de Notícias da Madeira a 17 de Janeiro de 2008

Onde está a Reforma da Formação Profissional?

11 Janeiro, 2008

Do Acordo para a Reforma da Formação Profissional, subscrito pelo Governo e Parceiros Sociais, constam diversas medidas a lançar em prazos bem definidos. Dado o atraso na implementação de algumas medidas, onde está:

– O enquadramento legal das modalidades de consultoria formação (Junho de 2007)?

– O cheque-formação (Setembro de 2007)?

– ….

O que é a Caderneta Individual de Competências?

9 Janeiro, 2008

Foi publicado no passado dia 31 de Dezembro o Decreto-Lei n.º 396/2007 que estabelece o regime jurídico do Sistema Nacional de Qualificações e define as estruturas que asseguram o seu funcionamento.

Do diploma consta a Caderneta Individual de Competências, uma medida prometida até Julho de 2007, faltando no entanto regulamentar o modelo da caderneta individual de competências e o processo de registo através de portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da formação profissional e da educação.

A Caderneta Individual de Competências regista todas as competências que o indivíduo adquire ou desenvolve ao longo da vida, referidas no Catálogo Nacional de Qualificações, bem como as restantes acções de formação concluídas, distintas das que deram origem a competências registadas.

Candidatura ao Programa Operacional do Potencial Humano

21 Novembro, 2007

No sítio do POPH – Programa Operacional do Potencial Humano (QREN), que foi lançado no passado dia 16 de Novembro, está disponível toda a informação sobre os 10 Eixos do Programa assim como a lista dos Critérios específicos de selecção.

Da leitura do POPH, cujas normas e datas de candidatura serão anunciadas até final de Novembro, destaque para 3 novidades na gestão:

Auditorias anuais às entidades formadoras
Gestão integral da candidatura através do SIIFSE
– Opção por Regime Forfetário na Formação

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