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O papel do formador de RVCC

19 Julho, 2011

Funções e competências do Formador de RVC

10 Novembro, 2008

Tendo em conta as especificidades do conteúdo funcional em cada Centro, pode referir-se que as principais funções dos formadores, atendendo ao tempo que lhes dedicam, são: a validação das competência do adulto em processo RVCC; realização da formação complementar; interpretação, descodificação e sugestões de alteração do referencial de competências-chave; e reformulação/concepção de situações-problema. Ou seja, os formadores no processo de RVCC assumem, essencialmente, funções ligadas à avaliação de competências, distanciando-se assim da função tradicionalmente associada aos formadores – a transmissão de saberes.

As novas funções dos formadores de RVC exigem-lhe o desenvolvimento de outros saberes profissionais e de outras competências. A maior parte dos formadores dos CRVCC em estudo tinham experiência formativa em contexto escolar o que os obrigou a repensar e reformular os seus modos de intervenção, isso é notório na seguinte afirmação de um dos entrevistados: “tive que esquecer um pouco o que aprendi na escola [quando dava aulas]”

In “Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências – Complexidade e novas actividades profissionais”, Cármen Cavaco

Competências do Profissional de RVC

RVCC – “Temos metas para cumprir”

2 Janeiro, 2008

“Através da análise das funções e competências dos profissionais RVC e dos formadores RVC é possível destacar alguns constrangimentos e dificuldades relacionadas com a sua actividade profissional:

o trabalho dos profissionais de RVC e dos formadores é condicionado por uma tensão entre duas lógicas “avaliação humanista/avaliação instrumental”. Por um lado, as equipas dos Centros em estudo tentam seguir uma lógica de avaliação centrada no adulto, na auto-avaliação e no auto-reconhecimento, que permita despoletar um processo formativo; por outro lado, o poder político baseado numa lógica de avaliação instrumental exige o cumprimento de metas quantitativas relativas ao número de adultos certificados. Os Centros em estudo têm resistido, tanto quanto possível, à lógica de avaliação instrumental, o que se afigura cada vez mais difícil num contexto em que aumentam o número de CRVCC e a concorrência entre si. Esta situação é evidente no discurso de um profissional de RVC entrevistado: “As metodologias nós tentamos sempre o melhor possível adapta-las às pessoas, não podemos adapta-la a cada pessoa, isso não conseguimos, temos metas para cumprir”;

– a decisão de encaminhar o adulto para outras ofertas ou deixa‑lo avançar no processo com o objectivo de perceber melhor as suas competências é muito difícil de tomar por parte dos profissionais RVC e dos formadores. Esta situação gera o dilema “permitir a oportunidade/ evitar o insucesso”.

O funcionamento em equipa justifica a semelhança entre as funções assumidas pelos profissionais de RVC e os formadores, há uma grande articulação e entrosamento entre os vários elementos da equipa, registando-se partilha de informação e apoio permanente. Os actores reconhecem a importância do trabalho em equipa e consideram-no imprescindível tendo em conta a missão dos Centros, reconhecer e validar competências através de uma abordagem experiencial.”

In “Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências”, Cármen Cavaco

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