Posts Tagged ‘liderança equipa’

Há rostos sorridentes onde se escondem cobras

20 Dezembro, 2011

Antes de continuar preciso fazer uma confissão. Sou um mau psicanalista. Talvez seja bom no consultório. Mas quando estou solto na vida a virtude que marca a arte da psicanálise me abandona. A psicanálise é uma arte perversa. Ela se baseia na desconfiança. Não acredita nas aparências. Vê um sorriso e logo pergunta: ‘Que coisas sinistras esse sorriso está escondendo?’ Bachelard chegou a descrever um psicanalista como uma pessoa que, quando se lhe dão uma flor, logo pergunta: ‘Mas onde está o estrume?’

Sou mau psicanalista porque tenho a tendência de acreditar no rosto (me esquecendo de que um rosto é sempre uma máscara…). Foi assim que fui me relacionando com os funcionários do Dali, os garçons, os bar-men, os músicos, os cozinheiros, os ajudantes de cozinha. Eu achava que eram meus amigos. Todos sorriam para mim. Paguei muito caro a minha ingenuidade. Há rostos sorridentes onde se escondem cobras. Descobri, na minha pele, que a realidade não é a amizade. É aquilo a que Marx deu o nome de ‘luta de classes’.

In “Se sua cozinheira quiser cantar enquanto cozinha, não deixe…“, Rubem Alves

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A autoridade não gera compromisso nos colaboradores

5 Novembro, 2011

To encourage commitment, to get people to want to do their best, you have to win their hearts and minds. You can force them to spend their time on certain tasks, and you can demand that they pay attention to certain guidelines. But what you’ll get as result is compliance, at best, and you won’t get commitment.

If you’re bossy, you’re essentially trying to get people to do something because they’re afraid of what will happen if they don’t do it. But that eliminates any sense of understanding between you, and it’s counter to creating the kind of relationship that inspires commitment.

In “Don’t Be The Boss – Be The Leader

Como iniciar um movimento – vídeo

9 Outubro, 2011

Um líder lidera pelo exemplo

2 Julho, 2011

Qual é o seu tipo de liderança?

2 Abril, 2011

In “Creating Organisational Excellence” (pág. 6)

Não sei

20 Dezembro, 2010

Antes de mais, confesso, não sei. Ao contrário daqueles que têm o dom de tudo saber e de nunca terem dúvidas, confesso que ao escrever me ocorrem inúmeras dúvidas e questões. Muitas vezes, a única resposta que tenho, como acontece com os maus alunos, é um rotundo não sei. Para mim, escrever é um exercício de aprendizagem. O importante não é confirmar as verdades absolutas do statu quo, mas questionar se não haverá outros caminhos, outras soluções, outras ideias para fazer face aos actuais desafios.

No seu comentário televisivo do passado domingo, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o mundo enfrenta novos desafios e que os líderes europeus, pura e simplesmente, não sabem o que fazer. A crise financeira está há três anos na ordem do dia e a resposta é “não sei”. O desemprego cresce diariamente e a resposta é “não sei”. A pobreza e a fome alastram e a resposta é “não sei”.

Provavelmente, os que acreditam que os líderes deveriam ter as respostas certas para os grandes problemas sociais estarão desiludidos com as políticas seguidas. Acontece, no entanto, que a globalização e as tecnologias tornaram o mundo muito mais complexo e vertiginoso. O tempo em que os líderes conseguiam prever e antecipar a mudança acabou. Hoje, a única certeza é a incerteza de uma mudança caótica. Tudo parece desmentir as previsões dos líderes. Anunciam a criação de postos de trabalho, aumenta o desemprego. Anunciam a sustentabilidade das pensões, aumenta a idade de reforma. Anunciam o PEC1 e o PEC2, aumenta o défice. Anunciam o fim da crise, entra o FMI.

Entretanto, os problemas continuam sem solução e alastram-se por contágio. É altura de reconhecer, com humildade, não sei. Para enfrentar os novos desafios não vale a pena insistir nas velhas soluções. É tempo de dizer “não sei” e de mobilizar os cidadãos para se empenharem, colectivamente, na construção de novos caminhos. Como dizia Chico Xavier “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim”.

“Não estou à espera que concordem com tudo o que eu diga. Mas espero que quando discordarem, discordem zangados. Que fiquem tão lixados, que façam alguma coisa”, Tom Peters.

Publicado no Diário de Notícias da Madeira em 17 de Dezembro de 2010.

Líderes não criam seguidores

13 Março, 2010

“Líderes não criam seguidores, criam mais líderes”, Tom Peters

Fonte: Flickr

O líder é um distribuidor de entusiasmo

5 Março, 2010

“O papel do líder é ser um distribuidor de entusiasmo”, Benjamin Zander

Não lidere com a boca, lidere com os ouvidos

23 Fevereiro, 2010

Fonte: Flickr

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz

22 Janeiro, 2010

Conta a história que numa certa manhã, um homem muito sábio, convidou o filho a dar um passeio no bosque. Ao chegarem a uma clareira e depois de um pequeno silêncio o Pai perguntou ao filho:

– Além do cantar dos pássaros, estás a ouvir mais alguma coisa?

O filho apurou os ouvidos alguns segundos e responde:

– Estou a ouvir o barulho de uma carroça.
– Isso mesmo, disse o pai, é uma carroça vazia.

Pergunta o filho:

– Como podes saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

– Ora, respondeu o pai, é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Ao ler esta história, e com base na mensagem, hoje, quando vejo um Líder a falar demais, a gritar (no sentido de intimidar), a tratar a sua equipa de uma forma inoportuna, prepotente, e a interromper reuniões ao querer demonstrar que é o dono da razão e da verdade absoluta, lembro-me das palavras sábias: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz

(história recebida por mail que nos faz reflectir sobre o papel do líder)