Posts Tagged ‘nova escola’

A nova escola deve ser mais líquida

27 Agosto, 2012

Os professores da escola mais sólida fizeram do material didático a sua identidade, potência. Os professores da nova escola mais líquida devem fazer da recriação do material didático, da facilitação, da promoção da conversa a sua nova identidade e potência.

A escola mais líquida tem como principal missão o resgate do diálogo para recriação da realidade, produzindo constantemente um material didático também líquido e colaborativo.

A nova escola mais líquida deve, assim, ajudar a formar alunos mais preparados do que os atuais a recriar a realidade mais mutante. Alunos que possam adquirir mais capacidade para se comunicar, de aprender com seus pares, recriando a realidade, em grupo, em rede, seja presencial ou a distância.

A melhor forma de fazer essa migração é através da criação de ilhas (zonas franca) de inovação, nas quais a nova cultura do diálogo deve ser criada sem a intoxicação da escola tradicional.

In “Os desafios da escola líquida

Os jovens devem aprender a “explicar o que existe” e a “criar o que nunca existiu”

24 Janeiro, 2011

(slide 34)

Não existe Educação neutra

5 Outubro, 2009

“Para Paulo Freire (1999) a escola tem uma função conservadora, já que reflete e reproduz injustiças da sociedade. Mas, ao mesmo tempo, é uma força inovadora, já que o professor tem uma autonomia relativa. Assim, o educador tem um papel político-pedagógico destacado, já que não existe educação neutra.

A educação pode ajudar a transformar o homem e a mulher em sujeitos da História. Não qualquer tipo de educação, mas uma educação crítica e dirigida à tomada de decisões e à responsabilidade social e política. Dessa forma, Paulo Freire não só apresentou uma proposta concreta, como tentou implantá-la em vários países.

Diferente do liberalismo, que possui a crença ingénua de que a educação pode mudar a sociedade, e do marxismo, para quem a escola é apenas um agente passivo da classe dominante, a teoria crítica freiriana acredita que se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental a escola pode fazer (CORTELLA, 1998).

De acordo com Friedman (1986), os maiores interessados na educação das crianças não são os governantes, a escola ou os professores, mas os pais dos alunos. Por isso, são os pais quem devem controlar o sistema de ensino.”

In “Paulo Freire e as Novas Tendências da Educação”, Judas Tadeu de Campos

A nova escola pública é um hino ao velho fordismo

9 Fevereiro, 2009

A nova escola pública que está a emergir é uma farsa. Tornou-se um território deveras movediço, onde reina uma desmedida conflitualidade (e competitividade) social e política e uma grotesca e insuperável contradição entre os conceitos de “escola inclusiva” e de “pedagogia diferenciada”. Nesta instituição naufragaram, entretanto, num conspurcado lamaçal, os nobres ideais instrutivos e formativos. O prodigioso computador portátil “Magalhães“, ofertado em grande escala, numa operação de marketing à americana, a alunos do 1º ciclo que cada vez sabem menos de Português ou Matemática e utilizam os computadores somente para simples divertimento, é, de resto, o mais recente exemplo do sentido irreal e burlesco das prioridades deste sistema educativo.

A nova escola pública é hoje uma empresa gerida por muitos tecnocratas alinhados com a actual ordem política, e equipada por operários que se desejam amanuenses servis e catequizados na alegada única ideologia vigente (a qual – agora já todos o sabemos – se encontra manifestamente em crise de final de ciclo). A verdadeira função desta espécie de mal engendrada e desalmada linha de montagem é produzir, automaticamente, em massa, de forma acelerada, e a baixos custos, duvidosos produtos estandardizados. Esta nova escola é, afinal, um hino ao velho fordismo.

A escola pública e o fordismo“, Luís Filipe Torgal

Isto não é uma escola, é um lugar para aprender

22 Janeiro, 2009

A Escola Watercliffe Meadow de Sheffield alterou a sua designação substituindo a palavra “escola” por “um lugar para aprender”, por considerar que a tradicional designação de “escola” é demasiado institucional e tem uma conotação negativa.

pfl

Digam à ministra e aos sindicatos que já chega

2 Janeiro, 2009

Digam aos que mandam para terminarem com as discussões que já estamos fartos e como na minha escola somos todos contra isso dos ovos (uma estupidez), digam à ministra e aos sindicatos que já chega! Façam uma escola melhor, ajudem os professores a resolver todos os problemas das aulas (ninguém pode fazer isso em vez dos stôres) e arranjem maneira de nós aprendermos mais, para ver se percebemos melhor o mundo e nos safamos, o que está a ser difícil.

In “O Natal que eu quero”, Daniel Sampaio

Formação vs Aprendizagem

1 Abril, 2008

No artigo “Nova Economia e a Educação”, Artur Carlos Cabugueira defende uma ruptura efectiva no sistema de educação de modo a que este participe na revolução tecnológica. Nova economia implica nova escola.

“As novas tecnologias e os novos meios de aprendizagem permitem repensar o acto de aprender e agem, na educação e formação, como poderosos instrumentos da abordagem baseada na aprendizagem: o paradigma da instrução dá lugar ao paradigma da aprendizagem. As novas tecnologias de aprendizagem vêm transformar radicalmente os fins e as práticas da pedagogia tradicional.

O papel do formador e do aluno, bem como a interacção entre eles são incentivados a transformar-se. O formador deixa de ser um orador e um “difusor de montes de conhecimentos”, para se tornar um tutor ou um acompanhante pronto a ajudar os alunos a moverem-se numa base de conhecimentos e a partilharem o saber, as dificuldades e os resultados. O aluno, por sua vez, em cooperação com os seus colegas, toma a responsabilidade da sua formação e constrói activamente os seus conhecimentos e os seus saberes.”

evsa.jpg