A Internet é extremamente útil para a educação

10 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

El País:  Como está utilizando o poder da Internet? Para que lhe serve?

Castells: Os Estados têm medo dela, porque perderam o controle da comunicação e da informação sobre o que o poder se baseou ao longo da história. A Internet é extremamente útil para a educação, para os serviços públicos, para a economia. E não se pode ter um pouquinho da Internet, tem que se ter Internet na plenitude de sua capacidade autónoma de comunicação. Não se pode interferir na Internet. Pode-se fechar um servidor. E se abre outro. O Estado vigia a Internet, entra na privacidade das pessoas. Mas isso sempre o fez, ainda que sem uma ordem judicial, se o Estado quer, ele nos vigia. Todos os Governos de todo o mundo o fazem, podem fazê-lo. A novidade é que nós podemos vigiar a eles.

El País: Você diz que poder é muito mais que comunicação, e comunicação é muito mais que poder. Choque de ideias.

Castells: Exacto. A Internet incide nas relações de poder, incrementando o poder dos que tinham menos poder. Mas isso não quer dizer que os que sempre tiveram o poder deixem de ter. Ainda o tem, mas menos. E tentam delimitar os espaços de liberdade. Nos EUA, por exemplo, buscam criar uma Internet não neutra, maior banda larga a quem pagar mais. Outro método é tentar censurar, fechar servidores. Mas sempre se pode desviar o tráfego por outros circuitos. E outro método seria introduzir legislações que servem para uma coisa – pornografia infantil, controle de pirataria… – mas podem usar para outra… Este tipo de legislações tem como objectivo último o controle da Rede.

El País: Será mais difícil a manipulação?

Castells: Num mundo dominado pela televisão, dependendo, pode-se receber imagens que quase todas serão no sentido de activar esse medo. Num mundo livre de Internet, pode-se ter suficientes imagens de outro sentido para activar seus outros elementos metafóricos de diminuir o medo e aumentar a confiança. Isso é o que Obama activou com muita habilidade. Não se pode compreender Obama sem os recursos da Internet. Não foi só pela Internet, mas, sem Internet, Obama não teria sido eleito.

Não se pode compreender Obama sem a Internet”, Manuel Castells

O Plano de Desenvolvimento Profissional na administração pública francesa

9 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

Afin de négocier et construire avec son subordonné un parcours individuel de professionnalisation, un supérieur peut s’inspirer des points suivants:

- Identifier les compétences requises par le poste occupé (ou par un projet spécifique).
- Réaliser un entretien professionnel avec l’agent afin d’identifier l’écart existant entre les compétences requises et les compétences acquises.
- Retenir les situations professionnalisantes les plus pertinentes (elles doivent faciliter l’acquisition de compétences nécessaires ultérieurement à l’agent).
- Organiser le dispositif d’accompagnement de l’agent dans sa progression (tuteur, compagnon).
- Définir les modalités permettant:
- d’assurer une réflexion sur l’action (ce qui est acquis, ce qui doit être affiné, ce qui reste à acquérir);
- de réguler les pratiques professionnelles en conséquence (mise en oeuvre de nouvelles pratiques en vue de les améliorer).
- Planifier avec l’agent concerné la progression dans le temps (les différentes étapes, les échéances, …).
- Contractualiser le dispositif de professionnalisation (engagements réciproques, actions retenues, moyens mis à disposition, échéances arrêtées,…).
- Evaluer les acquis et faire évoluer les activités de l’agent en conséquence.

In “Construire un parcours individuel de professionnalisation

Da qualificação à competência

8 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

O novo modelo da competência representaria a superação do paradigma da polarização das qualificações, à medida que estas deixam de ser o elemento definidor dos postos de trabalho e dos salários. O colectivo cede lugar ao individual e a competência emerge como tradutora da eficiência e produtividade do indivíduo, um instrumento absorvido e identificado com os objectivos empresariais. Enquanto a qualificação estaria atrelada a um sistema de classificação de cargos e de remuneração que privilegiaria o trabalhador, a competência parece ligada aos objectivos e metas da organização e à capacidade do indivíduo em responder adequadamente a esses objectivos.

In “Qualificação versus competência”, Maria da Conceição Calmon Arruda

Em 2030 não haverá reforma para ninguém – vídeo

7 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

Vídeo com legendas em português:

Ian Goldin: Navegando em nosso futuro global

A sua equipa trabalha assim?

6 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

Qual é a política de formação da sua empresa?

5 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

A Internet é um instrumento de liberdade e de autonomia

4 Fevereiro, 2010 por Vitorino Seixas

Castells – Exactamente. Mas medo de quem? A velha sociedade tem medo da nova, os pais dos seus filhos, as pessoas que têm o poder ancorado num mundo tecnológico, social e culturalmente antigo do poder que lhes abalroa, que não entendem nem controlam e que percebem como um perigo. E no fundo é mesmo um perigo. Porque a Internet é um instrumento de liberdade e de autonomia, quando o poder sempre foi baseado no controle das pessoas por meio do controle da informação e da comunicação. Mas isto acaba. Porque a Internet não pode ser controlada.

El País – Vivemos numa sociedade onde a gestão da visibilidade na esfera pública mediática, como a define John J. Thompson, se converteu na principal preocupação de qualquer instituição, empresa ou organismo. Mas o controle da imagem pública requer meios que sejam controláveis, e se a Internet não é …

Castells – Não é, e isso explica porque os poderes tem medo da Internet. Estive em várias comissões de assessoria de governos e instituições internacionais nos últimos 15 anos, e a primeira pergunta que os governos sempre fazem é: como podemos controlar a Internet? A resposta é sempre a mesma: não se pode. Pode se vigiar, mas não controlar.

In “A internet muda os paradigmas da relação entre comunicação e poder”, entrevista a Manuel Castells