A celebração da retórica do empowerment dos indivíduos – RVCC

9 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

“O que temos presentemente em Portugal é um dispositivo de reconhecimento de adquiridos experienciais que é acima de tudo um processo rápido de certificação, que dada a gritante realidade habilitacional da sua população alvo também confere formações, mas apenas de tipo cirúrgico, isto é, acções de formação curtas (formação complementar aos processos e acções s@ber+), concebidas e financiadas para remediar défices face ao Referencial de Competências-chave, e não um dispositivo de RVCC que, fazendo jus aos pressupostos da sua génese nacional, fosse “acima de tudo um processo de educação de adultos, que também certifica”.

A não ser assim, o que poderemos esperar a breve trecho será a disseminação e massificação de uma prática educacional que não faz parte da educação de adultos autêntica, no sentido freiriano, e que não sendo problematizadora e desafiadora de realidades sociais injustas, mais não fará do que se constituir como uma prática reprodutora das desigualdades sociais, não obstante a celebração da retórica do empowerment dos indivíduos, senão mesmo até como uma prática apaziguadora dos conflitos sociais e destinada, por isso, a adultos activos, mas, recorde-se, cada vez mais na sua especificidade de activos desempregados ou de activos precariamente contratados, no contexto hodierno de uma nova economia, implacável e destruidora do bem-estar social e da ideia de providencia social de bens, materiais e imateriais, públicos e colectivos, que a todos interessa cuidar e preservar, como prova derradeira de sermos ainda uma humanidade capaz se humanizar.”

Reflexões de Inspiração Freiriana a propósito do RVCC”, Rosanna Barros

A revolução do trabalho segundo Toffler

8 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

Como tornar o seu CV mais eficaz

7 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

Desenvolver as competências colectivas das equipas é o grande desafio das organizações

6 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

“Em Portugal, a modalidade mais «popular» de formação de equipa aproxima-se do team building, nomeadamente através do investimento em acções de outdoor. Contudo, nem sempre esta técnica se aplica no tempo correcto, isto é, na etapa adequada do desenvolvimento das equipas.

Em síntese, tendo presente que as organizações têm vindo a adoptar cada vez mais sistemas de trabalho baseados em equipas, é fundamental redefinir as estratégias de formação tendo em vista o seu alinhamento com essa nova realidade organizacional, pois as equipas não são meros aglomerados de indivíduos, antes constituem um sistema complexo e dinâmico cuja eficácia não está garantida, por mais competente que seja cada um dos seus membros individualmente considerado.”

In “Estratégias de formação e mudança organizacional: desenvolver as equipas de trabalho”, Ana Margarida Graça e António Caetano (pag.25)

A escola ensina a papaguear

5 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

“Nos tempos em que eu era professor da UNICAMP fui designado presidente da comissão encarregada da selecção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer “esse entra”, “esse não entra” é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em vinte minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.

Os candidatos amontoavam-se no corredor  recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante.

Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trémulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!” Pois é claro! Não nos interessávamos por aquilo que ele havia memorizado dos livros. Muitos idiotas têm boa memória. Interessávamos por aquilo que ele pensava.

Poderia falar sobre o que quisesse, desde que fosse aquilo sobre que gostaria de falar. Procurávamos as ideias que corriam no seu sangue!  Mas a reacção dos candidatos não foi a esperada. Foi o oposto. Pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah! isso não lhes tinha sido ensinado.”

Sobre os perigos da leitura”, Rubem Alves

Big-brother na sala de aulas?

4 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

If you have live video in every classroom at every school and any family at any give time can log on and watch the teacher teach, what do you think the impact will be on education? What will be the good and the bad things that happen if we connect our families and communities live to classrooms? Do you think every teacher will embrace this idea with equal enthusiasm?

No, probably not. But it’ll force teachers to constantly evaluate what they’re doing, and it will change the relationships among teachers. It will promote more interaction among teachers as they look together at student work and share stories and strategies.

I’m convinced we are going to have live video cameras in many classrooms. There’s no question in my mind. It’s like saying, in the early ’90s, that we’re not going to have computers in every classroom. The next generation of technology is total video real time, the merger of the television and the computer. We can either react to it by circling the wagons and shooting inward or think about it now as a way to strengthen the relationships of learning and teaching.

Some schools and classrooms are starting to use this technology.

A kindergarten teacher in a Portland, Oregon, public school has a video camera in his classroom that is connected to the school’s Web site so the parents who have computers at home can watch their kids build blocks. What this teacher is finding is that because parents can actually see the kindergarten, they’re calling up and saying they want to be there. He said, “I have so many parent volunteers who want to come in that I’m overwhelmed. I have to shut the thing off.”

In “Drill the Teachers, Educate the Kids”, Alan November

A formação não está a preparar os trabalhadores para o futuro

3 Novembro, 2009 por Vitorino Seixas

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